De Harry Styles a Dua Lipa: por que os artistas não querem mais se esconder em hotéis

  • 17/07/2026
(Foto: Reprodução)
Harry Styles Reprodução Harry Styles desembarcou no Brasil na última semana para uma série de shows em São Paulo. No meio tempo, tem feito de tudo um pouco: correu no Parque Ibirapuera, foi ao cinema na Rua Augusta e até passeou na Liberdade. Initial plugin text Para um artista tão famoso em escala internacional, pode ser ousado sair na rua normalmente, sobretudo no Brasil. Harry sabe bem disso: em 2014, ele veio com o One Direction e teve o hotel cercado por uma multidão de fãs, forçando a equipe a reforçar a segurança e interditar a região. Mas isso não o intimida mais e, assim como Dua Lipa e Shawn Mendes, ele é mais um dos vários artistas que não abrem mão de passear como uma pessoa comum, mesmo lotando shows no dia seguinte. De certa forma, é um movimento que tem crescido nos últimos anos e ensinado bastante aos fãs e aos próprios artistas. Será que estamos encontrando uma relação mais saudável entre público e famosos? Entenda: O cantor britânico Harry Styles toma coco em corrida no Parque do Ibirapuera, em SP, e faz compras no bairro da Liberdade, no Centro. Reprodução/Redes Sociais Precisa limitar a vida? Desde a pandemia, o mercado de shows mudou muito e vários artistas passaram a considerar mais atentamente a sua própria saúde, tanto física quanto mental. Afinal, pular de hotel para hotel em uma rotina extenuante, em diferentes fusos horários e idiomas, pode pesar no corpo e na mente. O cenário pós-pandemia também causou mudanças de formato nas turnês. Para economizar custos de transporte e logística, hoje, vários artistas costumam fazer várias datas em um lugar só. Isso permite que eles tenham tempo livre para conhecer os lugares por onde passam. "Qual o ponto de ter essa experiência maravilhosa de viajar e não conhecer essas belas cidades, tentar entender um pouco da cultura e o que as pessoas gostam de fazer quando saem pela cidade? (...) Essas coisas me animam, deixam a experiência mais rica e tornam o show melhor, porque sinto que tenho mais conexão e compreensão do povo para quem estou me apresentando", explicou Dua Lipa à TV Globo. Dua Lipa no Maracanã Divulgação Por um lado, dependendo do quão famoso é o artista, sair do hotel envolve um esquema de segurança, sair meio disfarçado e por aí vai. Mas por outro, vale a pena abrir mão de uma vida minimamente normal para evitar ser assediado? Para alguém como Harry Styles, que ficou conhecido como membro de uma das maiores boybands do mundo, foi preciso colocar isso na balança. "Durante meus primeiros dias no One Direction, passávamos tanto tempo em hotéis e locais de shows que há países que visitei que eu realmente não vivenciei. Então, quando viajo agora, o importante é me comprometer a sair e explorar o mundo, seja correndo ou caminhando. Você vivencia os lugares de uma maneira completamente diferente", contou à revista "Runner's Weekly". Uma nova relação entre fãs e artistas Por muito tempo, convencionou-se que a fama incluía tolerar assédio ao sair na rua e, por isso, celebridades começaram a se retrair. Mas nos últimos anos, essa se tornou uma discussão frequente na mídia internacional. Graças aos pronunciamentos de nomes como a cantora Chappell Roan, muita gente passou a questionar se um fã pode tudo e se não é preciso respeitar mais a privacidade de um ídolo. "As estrelas pop estão chamando a atenção de fãs 'bizarros'. Já era hora", apontou o Business Insider em matéria de 2025. Escola Chappell Roan de etiqueta: como cantora ensina fãs e mídia a respeitar seus limites Claro, não é todo astro que tem a possibilidade de andar normalmente na rua, seja por motivos de segurança ou simplesmente porque ver a Beyoncé na rua poderia parar São Paulo. Mas alguns artistas podem se dar ao luxo de aparecer e, por isso, vêm tentando "normalizar" a visão do público sobre eles. Afinal, as celebridades que mais se escondem são as que mais causam comoção quando são vistas. Dua Lipa e Shawn Mendes curtem samba em SP Nomes como Harry Styles e Dua Lipa estão aí para provar: quando as celebridades passeiam sem muito alarde, o próprio público começa a se acostumar com a presença delas — principalmente ao vê-las se comportando como pessoas comuns. Estão aí correndo, indo ao cinema, curtindo com a equipe e por aí vai. Isso ajuda as pessoas a compreenderem o quão invasivo é assediar famosos em momentos de lazer, assim como seria invasivo fazê-lo com um completo desconhecido. Claro, nada disso faz com que alguém do tamanho de Harry Styles não seja parado para tirar uma foto, nem garante que ele sempre conseguirá andar tranquilo. Nos últimos dias, há relatos de seguranças tendo que intervir para que ele não seja perturbado. Mas aos poucos, vê-lo andar por aí ajuda o público a enxergá-lo como um ser humano; em contrapartida, os ídolos deixam de ter medo dos fãs e ficam mais dispostos a interagir. No fim das contas, é bom para todo mundo: respeitar o espaço do ídolo no meio da rua é o que garante que ele continue querendo voltar (e passear) por aqui mais vezes.

FONTE: https://g1.globo.com/pop-arte/musica/noticia/2026/07/17/de-harry-styles-a-dua-lipa-por-que-os-artistas-nao-querem-mais-se-esconder-em-hoteis.ghtml


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